“Juntos somos América”: Como o manifesto de Bad Bunny no Super Bowl ecoa a resistência e o amor territorial do Eu Amo Esteio

A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl LX, realizada em 8 de fevereiro de 2026, consolidou-se como o maior fenômeno de audiência da história do evento, atingindo 135,4 milhões de espectadores e superando marcos de ícones como Michael Jackson e Rihanna. Mais do que um show de entretenimento, a performance foi um manifesto político e cultural carregado de simbolismos que narraram as lutas de Porto Rico e a identidade latina. Benito Ocasio fez história ao ser o primeiro artista a comandar o show do intervalo totalmente em espanhol, tendo recusado exigências contratuais de cantar em inglês para preservar sua autenticidade cultural.

Ao cantar totalmente em espanhol para 135 milhões de pessoas, Benito Ocasio não apenas bateu recordes, mas utilizou o maior palco do mundo para combater a necropolítica e afirmar que, contra o ódio disseminado, o caminho é a afirmação do amor pelas nossas raízes e pelo nosso povo

Charles Scholl

Durante o espetáculo, Bad Bunny utilizou o palco para um enfrentamento direto ao discurso conservador e às políticas anti-imigração. Através de elementos visuais, como o atravessar de uma plantação e a subida em um poste elétrico — referência aos apagões crônicos na ilha após o furacão Maria —, o artista denunciou a vulnerabilidade porto-riquenha e a exploração da mão de obra. Esse posicionamento provocou reações imediatas de Donald Trump, que classificou o show como um “insulto à grandeza da América”, evidenciando como a afirmação da identidade latina incomoda setores que defendem uma visão excludente de nação.

Um dos momentos mais impactantes foi a ressignificação do conceito de “América”. Bad Bunny desafiou a ideia de que o termo pertence exclusivamente aos Estados Unidos ao exibir uma bola de futebol americano com a frase “Together we are America” (Juntos somos América) e ao citar nominalmente mais de 20 países das Américas do Norte, Central e do Sul, enquanto suas bandeiras eram exibidas no palco. Para Benito, “América” é o continente plural que abriga a diversidade de todos os latino-americanos.

O fio condutor dessa manifestação é o amor como ferramenta de resistência. Tanto no Super Bowl quanto em seu discurso histórico no Grammy 2026, onde gritou “fora ICE” (serviço de imigração dos EUA), o artista defendeu que a resposta ao ódio deve ser a humanização e o afeto. Ele declarou: “Não somos selvagens… somos humanos e somos americanos”, reforçando que lutar com amor pelo povo e pela família é a única via para enfrentar a contaminação do ódio disseminado.

Essa postura artística entra em total sintonia com os princípios do site “Eu Amo Esteio”. O portal esteiense define-se como um espaço de resistência à necropolítica, buscando promover a cidadania e o conhecimento coletivo através do amor pelo território compartilhado. Assim como Bad Bunny usa Porto Rico como âncora de sua identidade, o “Eu Amo Esteio” defende que o território faz parte da identidade coletiva e que, para enfrentar a degeneração social e o ódio, o caminho é a afirmação do amor pela comunidade e a construção de uma esfera pública independente e transparente. Ambos, artista e plataforma, convergem na ideia de que a verdade e as raízes locais são a base para transformações sociais genuínas.

Charles Scholl – MTB: 22402/RS

2 comentários

  1. Tanto e assim…que no EuAmoEsteio…tem espaço para Escutar o “Podcast con Daniel Mello” e ao mesmo tempo de divulgar a música latinoamericana com o trabalho “Soy Emigrante” junto com Rafa Rafuagi..que pinta essa luta e a resistência de todos os Emigrantes no mundo todo!!

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