A defesa da ciência, compreendida como um apelo à seriedade do conhecimento e à aplicação correta dos saberes em favor da vida, constitui a postura ética e racional mais adequada para o cuidado com a saúde pública e individual. Em um tempo marcado por ruídos e desinformação, abraçar a ciência não significa buscar dogmas ou certezas absolutas, mas sim priorizar a clareza intelectual e o rigor metódico que nos permitem agir como verdadeiros guardiões da vida. É através desse compromisso com o saber que reconhecemos a Medicina e, especialmente, as vacinas como conquistas monumentais da humanidade, fundamentais para estimular o nosso sistema imunológico e erradicar sofrimentos que outrora dizimavam gerações.
Essa postura científica exige o que chamamos de humildade epistêmica: o reconhecimento de que, embora a Medicina tenha evoluído vertiginosamente com diagnósticos precisos e inteligência artificial, a saúde continua sendo um organismo vivo que exige um diálogo de saberes. A verdadeira ciência não se fecha em si mesma; ela acolhe o “saber de experiência feito” e entende que o bem-estar é a própria expressão da vida acontecendo maravilhosamente bem. Para que essa plenitude seja alcançada, o rigor científico deve ser complementado pela nossa responsabilidade individual na preservação da energia vital que nos sustenta.
Nesse cenário, a prevenção surge como o elo entre o conhecimento técnico e a arte de viver. Zelar pelo corpo e pela mente — através de uma alimentação equilibrada, exercícios físicos constantes e o cuidado com as emoções — é uma decisão racional que reduz drasticamente o risco de doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão. Precisamos ter a clareza de que prevenir é muito mais eficaz e menos custoso do que tratar; a dor é sempre um sinal de alerta do organismo e nossa missão ética deve ser eliminar a sua causa, e não apenas silenciar o sintoma com paliativos.
Embora sejamos seres condicionados, não somos determinados; temos a liberdade e o dever de optar por hábitos que fertilizem a nossa longevidade. Ao unirmos o acesso universal aos serviços de saúde e às vacinas com a conscientização sobre o autocuidado, estaremos honrando nossa missão como agentes da transformação planetária. Que a ciência continue avançando como nossa bússola, mas que nunca esqueçamos que a arte de viver bem começa na consciência e na atitude ética de cada um de nós.
Selvino Scheibel






…consciência e atitude ética diante de nós mesmos…para irradiarmos aos outros energias positivas e saudáveis…os cuidados começam com o eu mas…não podem ficar estagnados aí…nem todos tem essa consciência…orientar o outro é nosso dever…concordo plenamente com Selvino…evoluímos como ciência e devemos valorizar esses benefícios…se cada ser humano estiver bem…a sociedade estará!